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Pós-Clube (15/ 09/ 15)

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Walter Macedo Filho, MC Glória Celeste de Brito, autor convidado Rafael Gallo e aniversariante Patrícia Calcado. Foto por Luiz Benevides

O Hobbit - J.R.R. Tolkien

Recomendação de leitura por Glória Celeste de Brito Comecei a jogar RPG quando ainda só havia livros importados na década de 80. Trabalhei em loja de RPG, fiz parte da organização de evento de RPG e participei dos primeiros lives de vampiro no Brasil na década de 90 ainda. Por muito tempo fui a maior colecionadora de cards de “O Senhor dos Anéis” em Floripa - o limited com borda preta que ilustra o post. Provavelmente me interessei por linguística por causa do Tolkien. Leia o resto na página da autora: https://fuiobrigada.wordpress.com/2011/05/18/o-hobbit-como-canon-literario-segundo-terry-eagleton/

Metaconto da realidade clubeana - Glória Celeste de Brito

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Metaconto da realidade clubeana Chegara ali pensando que era para aposentadoria. Até que a chefe (soubera que era assim pq fora amante de vários colegas de trabalho) durante este seu primeiro ano por alguns problemas gritara histericamente com a equipe inteira, depois com os outros que trabalhavam e tinham falhas bobas. E ainda com o diretor da instituição (seu atual amante, e casado!) Era época de eleição e o clima estava tenso, as armações e maracutaias de desvio de verbas poderiam ser expostos. Já começara a enviar currículos e esperava alguns retornos. O problema de trabalhar ali é que não havia sinal de celular decente. Precisava espairar. A empresa é uma grande máfia onde todas as pessoas são filhos, netos ou primos, sobrinhos, cunhados das pessoas que não saíram de lá no início de tudo e, por conta de todas aquelas baboseiras sobre seleção natural e genes recessivos, isso significa que todas as pessoas que estão agora ou são fanáticos ou completos imbecis ou ― o que...

A doença - Glória Celeste de Brito

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A doença Tive boa educação, e o que se convenciona chamar de “berço”. Alguns jornalistas me chamavam de dândi do século XXI, pois apesar de antenado tinha uma vasta formação clássica e falava algumas das línguas ocidentais com fluência. A comparação com Wilde era inevitável. Na minha juventude descobri a tecnologia, e com ela a sensação de ser o Grande Irmão. Isso foi o início do meu fim, o cinza da alma das pessoas começou forçosamente a me invadir. Não, eu não era inocente. Mas até aqueles que considerava amigos eram apenas puxa-sacos sofisticados, sanguessugas que queriam aparecer comigo nas fotos das colunas sociais ou apenas queriam uma sobra da fortuna da minha família. No final da Universidade, apesar de os professores sempre elogiarem meu brilhantismo eu nunca esquecia que do meu pai ao meu trisavô, todos eram mecenas da Instituição. Até que conheci John. Inteligente, meio rebelde. Um fodido. Nenhuma pessoa da aristocracia com que andava antigamente entendia como eu ...