Feijoada
V erbete de “O dicionário amoroso do Rio de Janeiro”, de Alvaro Costa e Silva (mais conhecido como Marechal). Ed. Casarão do Verbo, 2015, págs 79 a 82. Quanto maior o calor, mais o carioca come feijoada. Com o verão no auge, entre os meses de janeiro e fevereiro, fica impossível fugir dela. É como se vivêssemos naquela cena do filme “Macunaíma”, de Joaquim Pedro de Andrade: mergulhados em orgia numa piscina cheia de lombo, lingüiça, costela, paio, orelha, chispe, focinho, pé, rabo. Para onde quer que você olhe há opções: restaurantes mais ou menos chiques, botequins, quiosques de praia, hotéis, clubes e até livrarias. As escolas de samba dão a largada, entupindo suas quadras aos sábados, quando são servidas mais de mil unidades do prato. O impressionante preparo, em cozinhas industriais, para o qual contribuem não só mulheres, mas também homens, tem início na quinta-feira. Não são apenas as carnes e o feijão: pense nos molhos de couve, nas dúzias de laranjas, nas cebolas e cab...