S.B. no photoshop, por Guilherme Preger
Estou indignado. Conheço um pouco da vida. Nasci no Bronx, percorri todas as ruas de Chicago, fotografei a máfia, mas há certas coisas que não podemos admitir. Esta notícia abalou Paris, de Montmartre ao Quartier Latin, dos Campos Elíseos às Tulherias. E pelos motivos errados. Eles e elas não sabem de nada. Eu sei porque estava lá. Fotografei todos os famosos, as mais célebres personagens do século XX, mas nenhum astro se compara ao escritor N.A. Mulherengo, boêmio, talentoso, o que importa que não seja hoje considerado um dos grandes artistas do século passado? Que importa que seu nome não seja verbete de enciclopédia? Que importa que poucos saibam que ele influenciou um famoso cantor de rock com seu grande romance “Walk on the wild side”? N.A era um verdadeiro “Mandarim”, como chamava sua amante S.B., famosa intelectual francesa. Acho que a paixão ”sincera, emotiva” de S. por N. era apenas mais um exemplo do velho, inabalável e inconfesso fascínio que os americanos despertam ...