Da violência - Francisco Ohana

Da violência Vejo-os desde aqui, personagens, na busca de um autor digno de sua comédia. Capaz do mínimo enredo, de qualquer impressão de sentido nas orações subordinadas e pontos finais que se deixem entrever no texto esdrúxulo. Vamos à fala final, ao fim da partida. Que correspondem, ainda assim, à parte menos evidente das relações sociais de produção de um mundo ora seco, ora musical, mas sempre – sempre – teatral. Não há nada que não possa ser feito ou dito, que impeça alguém de aprender as regras de interesse. Não há ninguém digno de salvação – afinal, que pensamos de nós mesmos? –, de maneira que nos resta ser algo mais ou menos próximo do que somos e bancar a tragédia da escolha. Em dita condição, não há especialidade que esteja além do raciocínio, da visão, tampouco desajustes malsãos o bastante para justificar a opinião de que algo esteja fora de lugar. Não está, e assim é. Essa abordagem parece áspera de início, mas contribui para o tratamento de conceitos antigos so...