Lero lero que eu também quero, por Fernando Andrade

Me dá, disse o garoto de rua. Vai trabalhar vagabundo. Vai chover canivete, diz o coro. Estou com fome, me dá! merda. Eu já falei, que para comer o pão o diabo precisar amassar ou deformar. Caralho para com estas imagens idiotas. Estou pedindo um regalo e que passa pelo gargalo. Galopa, cavalo, a quem se mostra os dentes, à cavalo, não se dá por contente. Porra, não tô aguentando mais esta diatribe verborrágica poética. Vai tomar no rabo da sua lagartixa. Se regenere meu jovem, vai para a igreja de São Judas, tá deu? Eu vou te enfiar a faca, seu poeta de merda, me passa a grana do dia. Eu preciso ir me já. Ficaria aqui por alguns segundos? tomar conta de abacaxis, pera, aí, tenho algo a lhe contar. O Juvenal tem uma carrocinha comunista. Vende churros e precisa que alguém tome conta. Está disposto a esta enxurrada de tempo is money. Não tenho dialética para engorduramentos, sou mais esta sua barraca legalminosa. ( tradução - leguminosa) Colega se eu te deixa...